sábado, 30 de setembro de 2017

Manual da Nova Era - Especial Vida Social


Manual da Nova Era

Como mudar a cultura de um povo

Esta noite tive um sonho longo. Estava apaixonado por uma garota e decidimos fugir para algum lugar numa periferia escura e perigosa, por onde passávamos tínhamos a sensação de que poderíamos ser roubados ou até mortos por traficantes e assassinos, fugimos durante um bom tempo passando em algumas casas e atravessando algumas ruas. Sempre subindo um morro dentro da periferia em sem nenhuma direção aparente até que chegamos numa casa onde uma pessoa estranha e aparentemente perigosa quase nos parou, conversamos com ele, o enganamos para que deixássemos passar por ali e quando atravessamos a casa dele saímos no topo da favela, ali estranhamente vazio de vegetação, uma terra batida alaranjada cobria todo o lugar e acima de tudo havia um templo enorme sendo construído já em fase final, não era um templo que vemos nessa geração, parecia ser uma coisa muito mais antiga, sendo levantado por homens que iam e vinham por toda parte com máquinas e uniformes de obra. A imagem daquele templo não saiu da minha cabeça, era um templo egípcio ou babilônico… hoje por volta 13 horas eu pude entender o que estava sonhando.
A garota que estava comigo representava o desejo do pecado, namorávamos enquanto tentava chegar a algum lugar por isto estávamos fugindo. A favela é o que o mundo está se tornando. Fugimos cada vez mais com as nossas próprias paixões, queremos estar apenas com elas e que ninguém as afaste de nós, o templo era o surgimento de uma nova era - regada pelo prazer sexual, pois, era para lá que estávamos instintivamente fugindo. A cultura como vemos hoje está em fase de mudança, reconstruída a partir de um ideal antigo e perverso que em breve erguerá um grande império sobre nós. Afinal isso se parece muito com a mudança cultural que sofremos hoje no Brasil. Neste exato momento esta mudança é mais importante do que a fome, a falta de emprego e a miséria que ainda assola diversos lugares neste país.

Em 1994 eu tinha nove anos, coisas como revistas pornográficas e filmes eram histórias que ouvíamos falar sem ter nenhum acesso. Tenho que admitir que tive acesso a conteúdo pornográfico com os meus nove anos, mas era uma coisa tão perigosa na época que praticamente não consegui prestar atenção ao conteúdo com medo de ser encontrado. No mesmo ano em que o Brasil ganhou a copa do mundo o acesso à TV não era tão simples e os programas que pude ver não tinham quase nada de imoral, mesmo que tivesse em produção conteúdo assim em outras emissoras. O certo é que a partir de 1994 a coisa desandou.

Uma cultura é formada por idéias que são transmitidas de uma geração à outra, logo a minha cultura se baseia muito naquilo que minha mãe passou para mim sendo esta influenciada positiva ou negativamente pela sociedade geral dominante no Brasil durante a época em que estava aprendendo. Ou seja, passamos aos nossos filhos uma cultura que se mistura entre o que aprendemos e o que somos influenciados a aceitar vindo de uma cultura que se pode denominar geral, aquilo que está na boca do povo no período em que ensinamos. Isso acontece em todos os lugares, até mesmo dentro de uma Escola Bíblica Dominical. Esse conhecimento é muito usado pela grande mídia e pelos governantes, eles sabem como criar, modelar e influenciar um povo para que a cultura seja reajustada ou completamente modificada e em exemplos externos eu posso cita com segurança o Estados Unidos que mudou muito da década de 70, onde era um perigo andar nas ruas após o por do sol, e hoje as crianças são bem orientadas e incentivadas à aprender e evoluir em praticamente todo o país. Porém este não parece ser um objetivo dominante no Brasil, aparentemente o modelo de sociedade usado aqui se baseia no trabalho do mais fraco, ou na força daquele que não sabe nada e é levado a continuar não sabendo de nada. É basicamente a imagem de um homem sentado numa carroça sendo puxada por um burro. Nós somos representados pelo burro nessa ilustração. Aqui no Brasil não se incentiva o crescimento e pelo que pude perceber nos meus trinta e dois anos de vida o Brasil de uma época pra cá está caminhando numa mesma direção, eu também não compreendo os motivos para isso se é o que você está pensando, mas consigo ilustrar como nossa cultura mudou de 1994 até aqui, 2017.

De repente tudo mudou, não há um período entre o meu conhecimento da mídia e a minha ignorância sobre a mesma. Como que num estalo de dedos eu estava assistindo programas globais e ouvindo músicas com conteúdo estranhamente engraçadas, eu tinha pouco mais de sete anos, talvez nem tivesse completado oito. Estou forçando muito a minha memória nesse instante! Lembro de rir de músicas feitas pela banda Mamonas Assassinas, das roupas coloridas e engraçadas. Lembro também da voz e do humor do artista Tiririca e após isso eu me lembro como era assistir o grupo É o Tchan se apresentando num programa de TV, aquilo fez com que eu e uma grande parcela daquela geração abríssemos os olhos para uma nova possibilidade sobre o tipo de mídia que consumíamos. Ainda bem que a minha mãe controlava tudo isso e durante o início das apresentações isso não era comum dentro da minha casa. Porém, em qualquer lugar que andávamos músicas com letras estranhas tocavam sem parar, era basicamente o seguinte:

Tudo que é perfeito agente pega pelo braço; Joga ela no meio; Mete em cima; Mete em baixo” (É o tchan – 1995);
Oh, Maria essa suruba me excita; Então vai fazer amor com uma cabrita; Mas Maria isto é bom que te exercita; Manoel, tu na cabeça tem titica (Larga de putaria e vá cuidar da padaria)(Mamonas Assassinas – 1995)
É tão bonita a profissão do professorrr; Trabalha muito pra educar o filho da gente, Educu meu, educu seu, educu dele, Educu pobre, educu o rico educu o doente (Tiririca – 1996)

Essas mesmas pessoas, que criaram e difundiram pelo Brasil inteiro estas músicas logo se tornaram heróis! As crianças as adoravam e os adultos estavam muito bem servidos de humor e conteúdo erótico aberto a qualquer um e em qualquer hora. E após isso nunca mais conseguimos parar de fabricar conteúdos eróticos para ser consumidos por crianças, adolescentes e adultos… todos os nomes a seguir serão muito bem lembrados pelos maiores de vinte e cinco anos que estarão lendo aqui: Tiazinha, Banheira do Gugu, Escolhinha do professor Raimundo e todas as genéricas pós E.P.R, Feiticeira, Carla Perez e companhia, dentre as mais famosas, três delas se arrependem muito de ter feito parte deste movimento cultural brasileiro. Em entrevista recente para o site IG Joana Prado revela:

Nos primeiros programas, quando o Luciano [Huck] me chamava, eu entrava perdida. Eu era uma menina também. Quando voltava, ia pro camarim e chorava de soluçar! Eu ouvia o que eu queria e o que não queria. Aprendi a administrar, mas me fazia mal". (Fonte: Gente – iG)


Claro que isso não parou com o arrependimento de Joana Prado, aliás, admiro muito a coragem das meninas que se arrependeram, tenho notícias das principais, Joana, Carla Perez e Suzana Alvez, são pessoas respeitadas aqui no blog!

De lá pra cá os principais programas de humor, novelas, filmes, seriados e músicas envolvem de alguma forma (senão completamente) conteúdo sexual, seja leve ou grande. E com isso eu me refiro apenas àquilo que fica disponível para toda a sociedade como programas dominicais de Tv aberta, novelas em horários fixos, programas de humor em qualquer dia da semana, enfim, para ser sucesso o sexo precisa ser usado em qualquer um destes…

Afinal de contas, aonde isso vai parar? A resposta é assustadora, isso nunca parou! Continua como um movimento, firme e forte até os dias de hoje. Mas podemos fazer uma breve divisão de tempo para entender bem como foi construído e arquitetado, seja lá quem arquitetou. Primeiro o Brasil precisava abrir seus olhos para o sexo, precisávamos ter ele como algo comum e normal. Algo que falássemos nas ruas e com amigos, algo que pudéssemos até mesmo compartilhar com estranhos, afinal o Brasil até então era muito católico e fechado para estas questões, a década de 90 foi usada para isso e deu muito certo! No ano 2000 a maioria dos adolescentes já esperavam até as 1:30AM de todo sábado para assistir ao Cine Band Privé! A maioria dos programas dominicais tinha conteúdo sexual e algumas vezes explícito e estava em moda concursos e apresentações com modelos muito bem vestidos, chamados de Drag Queen… estava em prática a segunda parte do plano cultural no Brasil. Agora era necessário fazer com que a homossexualidade se tornasse algo natural. Para isso eles voltaram às mesmas regras anteriormente usadas, humor, música e mídia. E deu muito certo, hoje vemos um homossexual como uma pessoa normal, com escolhas diferentes o que de certa forma não prejudicou tanto, mas esse era apenas um passo a seguir, pois além de acostumar o brasileiro com a normalidade eles queriam fazer com que façamos parte dela, não é apenas aceitar, é se tornar parte de algo. Prova disso é que hoje grande parte dos jovens e adolescentes se considera bi-sexuais conforme matéria publicada no site Época, revista online de grande influência social. Por isso a grande pressão imposta pela mídia, principalmente global, para fazer com que quem não a aceite seja visto como antiquado e anti-social, é uma pressão psicológica quase que abusiva, pois retira das pessoas o direito de pensar, questionar e concluir.

Vou abrir um parêntese para uma estratégia muito interessante e importante para esse plano com dois exemplos práticos e atuais: Quanto mais à mídia geral e agora a conhecida rede social mostra uma coisa, mais ela se torna comum. Isso mesmo, para que eu e você consumamos mais macarrão é preciso que isso passe por você algumas vezes mais do que o normal, o mesmo é usado com drogas e bebidas alcoólicas. Em 2017 isso foi mostrado de duas formas na região onde moro. Primeiro uma notícia de um suicídio ao meio-dia na maior ponte do estado tomou todos os jornais, com depoimentos famosos e um range de alcance bastante considerável. Após isso várias vezes aconteceram a mesma coisa, que anteriormente não era comum. Sabíamos que isso acontecia muito durante a madrugada, porém agora é muito comum ter transito na mesma ponte devido a uma vítima de depressão estar querendo se jogar. Está em todos os jornais locais, basta pesquisar. O segundo exemplo, com um pouco menos de range de alcance, porém mais ridículo ainda foi o fato de que uma pessoa foi presa se masturbando dentro do ônibus enquanto estava encostado numa passageira. Aquilo foi tão repugnante no início que gerou um range considerável também, depois da notícia o homem foi solto e novamente preso fazendo a mesma coisa. Após isso outras pessoas foram pegas fazendo o mesmo e um que eu destaco aqui foi pego se masturbando em frente a uma escola infantil enquanto observava as meninas brincando… não é uma teoria, isso é real!

Outras notícias e ondas se espalharam sobre presos que estavam abusando de crianças, indo de padrastos a pais envolvidos com a mesma atrocidade. Exemplo de busca e apreensão destes casos é o Delegado Lorenzo Pazolini que quase toda semana consegue prender alguém com os mesmos pecados e libertar crianças que estavam escravas de seus pais ou responsáveis.

O que esperar dos próximos anos? Em 2017 uma mostra cultural começou a circular pelo Brasil usando imagens de escravos, animais e crianças. Após isso uma mostra de arte usou crianças e um adulto nu… aos poucos o Brasil mergulha num novo mundo de sensações, expressões e mistura. O mesmo país que comemora em outubro 500 anos da reforma protestante se vê refém de uma cultura nova, extremamente atraente e fatalmente mortal. Sabemos o suficiente para tomarmos uma atitude, não apenas crentes e católicos e sim toda sociedade que discorda de uma cultura que explora, aprisiona e maltrata pessoas por prazer e sexo, então o que podemos fazer para frear esse movimento ou pelo menos proteger aqueles que amamos?

Mudar uma cultura é uma das coisas mais difíceis e trabalhosas que existe hoje, porém com ajuda da mídia e de nomes “importantes” para a sociedade isso pode ser mais fácil do que parece. Acima eu citei todos os passos usados (os que consigo listar agora). Se usarmos elas dentro de nossas casas aplicando os conceitos bons conseguiremos proteger pelo menos os nossos. Mudanças assim precisam atingir nosso dia a dia, nossos costumes diários e as nossas prioridades. Isso significa não usar as mesmas coisas, não ouvir as mesmas coisas e tentar remodelar pelo menos as pessoas que nos cercam. Precisamos fazer o mesmo que eles estão fazendo, porém, disseminar uma cultura boa, que faz com que o ser humano seja colocado no seu lugar de direito. Sem fazer dele algum objeto de prazer e sim uma pessoa digna, sustentável e forte. É preciso que saibamos o tempo todo o que estão ensinando ou o que está influenciando nossos pequenos, os planos para esta mudança cultural está sendo aplicada às crianças, pois eles sabem que nós, adultos, não vamos fazer parte dela, muito menos aceitar o que eles querem inculcar em nossa mente. Como citado no inicio, um novo templo de adoração está em construção. Não é um local onde adoramos ao Deus verdadeiro, ali se adora o prazer e para isso se explora o ser humano, estamos aos poucos participando desta grande construção, a menos que paremos hoje e comecemos a pensar, a planejar e decifrar os péssimos sinais desta nova era!

Escrevam no coração os mandamentos que estou transmitindo a vocês. Apropriem-se deles e levem seus filhos a se apropriar deles. Que eles sejam o assunto de sua conversa, onde quer que vocês estiverem – sentados em casa ou andando pela rua. Que eles estejam repetidos desde a hora em que vocês se levantam, de manhã, até a hora de cair na cama, à noite. Que eles estejam amarrados na mão e na testa de vocês. Como lembretes, e até escritos no batente da porta das casas e nas portas das suas cidades.” (Deuteronômio 6.6-9 – AM)
O caminho do perverso é perigoso e esburacado; se você não quer perder a vida, fique bem longe! Mostre a direção da vida para seus filhos – e, mesmo quando forem velhos, eles não se perderão.” (Provérbios 22.5-6 – AM)


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